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O funcionamento de nosso cérebro sempre é apresentado pelas metáforas que estabelecemos com o desenvolvimento tecnológico e comportamental de nossas sociedades. É mais ou menos como aquele pensamento de que o microcosmo reflete o macrocosmo, e vice-e-versa. Muitas pessoas, ao verem a estrutura celular e as imagens dos telescópios modernos ficam pensando se de alguma maneira os planetas seriam átomos das células dum enorme ser vivo, o universo.
Este tipo de modelo mental também se aplica ao nosso cérebro. Os modelos de funcionamento do cérebro se apoiam na maneira como nossa sociedade de organiza no momento em que eles foram ou são criados.
A relação entre Mente e Cérebro já foi definida como um sendo o software e o outro sendo o hardware. Quando? Na época do deslumbre com o universo computacional. Ainda hoje existem teóricos que trabalham com esta “hipótese” (na verdade, metáfora), dum cérebro que funcionaria como um computador.
As engrenagens de uma máquina também foram utilizadas como metáfora, na época da Revolução Industrial. Isto gerou uma poderosa imagem que ainda persiste no imaginário das pessoas, como se tivéssemos várias peças, cada uma especializada em alguma coisa, interconectadas de tal maneira que o engenho mental acontecesse. Vez por outra encontramos notícias nos jornais falando sobre que “a área da Fé foi encontrada no cérebro na região X” ou coisa do gênero.
Um dos últimos modelos foi baseado em conexões e mais conexões, tudo interligado visando um funcionamento do cérebro como um todo. Adivinhem se este modelo foi criado no momento em que a Internet começou a se espalhar e determinar um novo modelo de relacionamento e interconexão entre as pessoas...
Atualmente muitos especialistas trabalham com diferentes modelos para diferentes situações, sem que haja muito conflito ao agir assim. Pode parecer estranho, mas é a mesma maneira que acontece na Astronomia, que em determinadas situações usa o modelo Newtoniano, e em situações que ele não funciona, passam a utilizar o modelo Quântico. Não há um modelo único atualmente que permita-nos compreender um grau de complexidade como o cérebro (ou o universo). Não estamos ainda preparados para agregar todos os modelos num só, principalmente pelo fato de alguns deles serem contraditórios entre si. E é muitas vezes o fato deles serem contraditórios que nos permitem compreender alguns fenômenos, o que deixa nosso raciocínio linear confuso, sem conseguir concluir uma e apenas uma ideia ou conceito. A complexidade da vida é contraditória em sua essência, e parece que às vezes esquecemo-nos destas complexidades e tentamos achar que há apenas uma única resposta para uma questão...
Precisamos nos amparar em verdades temporárias para darmos continuidade à compreensão dos fenômenos cerebrais e mentais, para podermos seguir à frente com nossas pesquisas e tentar chegar mais próximos de entendermos nosso mundo interior e aquele em que vivemos.
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Não é exatamente uma novidade, mas vale a pena refletir sobre o assunto. Principalmente quem trabalha com comunicação. Afinal de contas, como é que as pessoas tomam as suas decisões? O que faz com que elas façam escolhas básicas, como comprar um pote de iogurte ou mesmo sair rapidamente da frente de um carro desgovernado?
Dentre as inúmeras questões (e posso assegurar que são muitas), uma delas interessa aos comunicadores: Há um certo Darwinismo quando nos colocamos diante de uma situação onde devemos escolher algo. As ideias disputarão entre si qual será a decisão mais acertada.
Um especialista no assunto da USC, Antoine Bechara, aponta para um cenário interessante do momento da decisão: Várias idéias são apresentadas simultaneamente quando observamos um produto à nossa frente, na gôndola do supermercado: Várias ideias são ativadas em seu cérebro ao observar um produto. Dentro deste caldo, algumas predominarão. E isto acontece como um processo seletivo, tal como Darwin tinha imaginado para as espécies de animais.
A ideia “Esta marca de chocolate é uma delícia” vai para o ringue com a ideia “Estou comendo muita coisa gordurosa nos últimos dias”. Do outro lado surge a ideia “Este chocolate é caro”, que irá brigar com a “Afinal de contas, eu mereço um presente”.
Neste combate, alguma ideia prevalecerá e você comprará ou não o tal chocolate.
Mas e aí? Como saber qual a ideia prevalecerá? É aí que entra o pessoal da comunicação, que deve ter claro algumas premissas:
1 - Não existe uma mensagem que atinja tudo e todos. O que é bom para um é ruim para o outro.
2- Fixação não basta, é necessário conceito, que é algo que conecta o público-alvo ao produto.
3 – Há subjetividade, pois envolve memória e pensamento não linear. Isto significa que você não vai conseguir abduzir o consumidor, mas poderá reforçar aspectos positivos relacionados ao produto e reduzir aspectos negativos levantados na situação de compra.
4 – Outros fatores estão envolvidos no processo, como o posicionamento visual do produto (na gôndola, por exemplo), mas podem ser minimizados com a comunicação baseada num conceito conectivo produto-cliente.
5 – O conceito conectivo entre produto-cliente muitas vezes é mal elaborado pelo fato de haver muita ênfase no produto e pouca ênfase no cliente. Entenda o léxico de seu cliente antes de falar sobre seu produto.
6 – “Ideia” é uma conjunção de elementos amplos, recomendo leitura do Antonio Damásio, que trata com precisão do tema, em especial no começo do livro Em busca de Espinoza.
Quando fazemos uma pesquisa de mercado, as ideias, vencedoras ou vencidas, se apresentam diante de nossa cara trazidas pelo entrevistado. Existem inúmeras possibilidades de elencar este grupo de ideias atuantes na cabeça do público. Não é uma coisa fácil de se fazer, nem tampouco é rápido ou barato. Mas é o caminho mais consistente de garantir que sua ideia prevalecerá.
Alessandro Bender
Diretor da UmaCentral
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Cérebro atribui valores para tomar decisões |
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Cientistas do California Institute of Technology, EUA, e do Trinity College, na Irlanda, observaram um grupo de voluntários através de ressonância magnética, a fim de descobrir como tomamos decisões que envolvam algum tipo de ação.
Foram encontradas reações em diversas regiões neurais, embora mais presentes no cortex pré-frontal ventromedial. No cérebro, as decisões são tomadas atribuindo-se valor às ações que devem ser praticadas após a escolha. De acordo com os pesquisadores, para a atribuição desses valores são levados em conta tanto a ação em si, quanto os possíveis resultados desta.

Leia o estudo completo aqui.
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Diferença na visão entre os gêneros é marca evolutiva |
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Um experimento envolvendo 48 voluntários constatou que homens têm maior facilidade em enxergar à distância, enquanto as mulheres veem melhor objetos próximos.
Os voluntários, munidos de uma caneta laser, deveriam apontar a marcação central em uma folha de papel. Elas conseguiram seus melhores resultados quando próximas ao alvo, eles, quando longe.
A pesquisadora Helen Stancey vê nos resultados a sugestão de heranças evolutivas: Como nas sociedades primeiras os machos eram responsáveis pela caça e as fêmeas pela coleta de frutos, as visões dos indivíduas adaptaram-se às suas funções.

Via Folha Online.
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Cientistas desvendam a formação de conceitos no cérebro humano |
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Grupo de cientistas da University College London organizou experimento a fim de determinar a região cerebral responsável pelo conhecimento conceitual.
Foram apresentados aos 25 voluntários padrões fractais representando o céu, enquanto eram monitorados por aparelhos de ressonância magnética. Com base em informações fornecidas previamente pelos pesquisadores, ou simplesmente pela memorização das combinações de formas, eles deveriam indicar a previsão do tempo.
Na segunda fase dos experimentos os voluntários deveriam fazer o mesmo, embora contando com menos dados, de forma a poderem aplicar os padrões identificados na primeira etapa. Os cientistas distinguiram aqueles que aplicariam durante a segunda etapa os conceitos formados anteriormente, baseados na atividade do hipocampo na primeira parte da pesquisa.
A equipe concluiu que o hipocampo cria e armazena conceitos, então passa a informação para o córtex pré-frontal ventromedial (responsável pela tomada de decisões). Imagina-se que a descoberta possa colaborar no desenvolvimento de tratamentos para pacientes com amnésia.

Fonte.
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Em um estudo conjunto, pesquisadores americanos e franceses indicam que pessoas que deixam seu país de origem e adaptam-se à nova cultura têm maior facilidade em exercer atividades ligadas à inovação e criatividade.
Ainda falta aos pesquisadores analisar se existem diferenças entre a quantidade dos benefícios do novo ambiente obtidos por pessoas mais ou menos criativas.

Fonte.
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Crianças costumam iniciar conversas com amigos imaginários, ou mesmo reais, que não se encontram no recinto. De acordo com especialistas, este é um mecanismo normal de desenvolvimento dos pequenos. Mas e quanto aos adultos?
O hábito pode indicar um quadro de doença mental, porém pesquisas sugerem que boa parte das pessoas sãs falam sozinhas ocasionhalmente.
Não há estudos que se aprofundem nas razões, embora especialistas acreditem que repetir uma informação pera si mesmo seja um modo de eslaborá-la e fixá-la na memória. O mesmo acontece quando nos lembramos de realizar uma determinada tarefa em voz alta. Entretanto, já é do conhecimento dos cientistas que o método apenas funciona por não ser aplicado regularmente.

Fonte.
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Compulsão por chocolate em mulheres independe dos hormônios |
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Estudo coordenado por psicólogos da Universidade da Pensilvânia, EUA, refuta a teoria de influência hormonal na compulsão feminina por chocolate.
Para os cientistas, se os hormônios fossem os responsáveis pelo aumento do consumo de chocolate durante o período pré-menstrual, após a menopausa seria observada uma redução considerável na ingestão de chocolate pelas mulheres. Entretanto, a taxa de compulsão observada foi apenas 13% menor, índice não significativo segundo os pesquisadores.

Via Mente e Cérebro.
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Tentativa vale mais que cumprimento efetivo de promessas |
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De acordo com pesquisa recente em psicologia organizacional, a percepção que um empregado tem do cumprimento das promessas feitas pelo chefe está relacionada às recompensas por ele recebidas.
Após experimentos hipotéticos e pesquisa de campo, os pesquisadores canadenses concluíram que os trabalhadores tendem a não se importar com as promessas não cumpridas, contanto que recebam bônus satisfatórios.
Quanto aos resultados do estudo autorizam os empregadores a quebrar suas palavras, os especialistas acreditam que não. O comportamento dos empregados é baseado na boa-fé do patrão e no reconhecimento de seu esforço por cumprir o que lhes foi prometido, e não um sentimento arbitrário, dizem eles.

Fonte: New Scientist.
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Desenvolvido pelo Centro de Pesquisa em Realidade Virtual da Universidade de Washington, o programa de computador SnowWorld simula atividades como guerras de bolas de neve de forma realista e pretende diminuir a dor de pacientes em fisioterapia.
De acordo com Hunter Hoffman, diretor do Centro e criador do produto, as cenas impressionantemente realistas transportam o paciente ao 'Mundo da Neve', de forma que ele não perceba que seu corpo é manipulado pelos enfermeiros e não sinta a dor.
"O que a realidade virtual oferece a eles é um lugar para o qual possam escapar'',diz Hoffman.''No caso em questão, precisamos que o corpo fique parado durante as sessões, mas a mente pode escapar para o 'SnowWorld', e a pessoa tem a ilusão de estar vivendo naquele mundo gerado por computador. Isso reduz a atenção recebida pelos sinais de dor''.

Via G1.
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Refletir ainda é a melhor saída |
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Em 2006, um estudo da Universidade de Amsterdã propôs que as melhores escolhas eram tomadas pelo inconsciente. Para tanto, dois grupos de voluntários receberam uma série de informações sobre carros, para que apontassem a melhor compra. Então, foi pedido ao primeiro grupo que pensasse a respeito das informações, enquanto o segundo grupo foi distraído com outras atividades, de forma a "deixar o inconsciente refletir" (sic), e acabaram decidindo-se pelos melhores automóveis.
Porém, pesquisas recentes sugerem que essa decisão já havia sido tomada no momento em que receberam os dados dos veículos, e contestam a influência do inconsciente na escolha.
No novo estudo, o mesmo experimento foi repetido, com a diferença que os voluntários foram instruídos a memorizar as características dos automóveis, sem que escolhessem algum de imediato. Dessa vez, as decisões mais sábias partiram daqueles que tiveram tempo para analisar as informações.
Esses resultados foram repetidos durante um experimento semelhante realizado na Bélgica, utilizando imóveis no lugar dos carros. Os cientistas procuram agora saber se o "pensamento inconsciente" de fato existe.

Fonte: New Scientist.
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Palavrão alivia a dor física |
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Segundo pesquisadores da Universidade de Keele, Inglaterra, falar palavrão pode diminuir a sensação de dor física.
No experimento, 64 voluntários tiveram que colocar suas mãos dentro de baldes cheios de gelo enquando proferiam palavrões. Então, o procedimento era repetido, mas sem os xingamentos.
Enquanto falavam palavrões, os voluntários aguentaram a dor por, em média, 40 segundos a mais e seus batimentos cardíacos mostraram-se mais acelerados. De acordo com os cientistas, o aumento no ritmo cardíaco pode ser responsável pela menor sensação de dor.

Via Terra.
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